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ANIMAIS: Criação extensiva para o bem dos animais
ECOLOGIA - 29/01/2016

Todos os seres, mesmo os animais mais primitivos, procuram a felicidade. Os animais servindo os interesses do ser humano raramente encontram-se felizes, nem sempre os animais domésticos, que muitas vezes sofrem reclusão e maus tratos. Os animais de criação para extrair alimentos, seja carne, leite ou ovos, sofrem cada dia mais sob a pressão das margens apertadíssimas do mercado. A criação extensiva diminui e a criação intensiva fica cada dia mais sinistra. Gado recebe sal para beber e consumir mais e assim engordar fica confinado para não criar músculos duros e sofrem por luz artificial em 24 horas para substituir sono para alimentação contínua. A intenção é explorar o corpo animal 100%. Se a intenção de matar foi boa – seja para libertar o animal do sofrimento e queda de funções logo antes que entra à velhice, ou, atender alguma religião que acredita em libertar o animal para dar chance a renascer a algo mais nobre - uma criação pode ser aprovado.


Moralmente, fica mais fácil defender a criação comercial de animais e o consumo de carne, atendendo os seguintes critérios;

1) Criação extensiva. O animal está criado sob condições que mantém-lo feliz;
2) Quem come carne deverá mesmo abater animais;
3) Matar o animal o mais tarde possível no ciclo da vida dele.


O Brasil é o maior exportador no mundo de carne bovina e de frango e o quarto maior de carne suína. O mercado não para de crescer. Essas notícias parecem boas para os produtores, mas para nós, os consumidores? E para os próprios animais? Uma demanda tão grande de carne traz consequências. Para aumentar a produção, os criadores procuram implantar o sistema intensivo ou de confinamento, colocando o maior número de animais no menor espaço possível e por um tempo mais curto e com sais e iluminação 24h provocar que comem forçado, de quantidade exagerada. O sistema intensivo gasta mais água e exige mais ração, o que o torna um inconveniente nas questões ambientais. A carne de cordeiro e de bovinos, os ovos, o milho e a soja estão entre os alimentos cuja produção faz mal ao meio ambiente.


Além disso, alguns produtores utilizam promotores de crescimento que contém substâncias nocivas, como a ractopamina e o arsênico. Essas substâncias podem se acumular na carne ou quando excretadas pelos animais, contaminando o ambiente. E por falar em contaminação ambiental, os dejetos dos animais prejudicam bastante.  A opção de destino mais sustentável é o biodigestor, mas poucas fazendas fazem isso. O método mais utilizado para destinar os dejetos é a esterqueira, que é um grande tanque impermeável em que o material fica por 120 dias, até passar a fermentação. Este método impede a contaminação do solo pela amônia e por organismos patogênicos dos dejetos, mas não impede a liberação de gases que aumentam o efeito estufa.
Para evitar os produtos vindos do sistema intensivo, prefira os orgânicos, que vêm de animais criados soltos, sem aditivos na ração e sem agrotóxicos no pasto. Ou, aprenda comer mais vegetais, eventualmente torne-se um vegetariano.
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