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OS JUROS ERODEM O MUNDO
ECONOMIA - 25/04/2016

Do livro An Alle, Alle (Manifesto contra usura) por Gottfried Feder, editado há aproximadamente cem anos, em 1919, podemos enxergar paralelos com a nossa situação política-financeira. O artigo resume trechos importantes do livro e adiciona observações da nossa realidade, que continua na mesma armadilha financeira desde séculos :

Feder escreve: “Estamos no meio de um dos piores crises. Desunido e doente é o nosso povo, gravemente doente é o mundo inteiro”. Continuando:  Protestos, manifestações e gritos de desespero ascendem através das massas dos pobres anônimos. Com risos e dança, festa e consumismo, o homem tenta esconder o seu próprio destino infeliz. Escondido atrás das suas esperanças frustradas, enganada, ele finalmente realiza que está cheia de decepção profunda. Para a ilusão dourada, jogamos fora tudo que antes tivemos. Família, união, crença, solidariedade e honra.

Que belas foram todas as promessas; o brilho de ouro pintado em todos os lados e agora, estamos vendo que só era madeira podre, apenas pintado dourado.

Não é estranho que os mais pobres dos pobres lançam a ira do desespero contra seus próprios irmãos e estragam o que eles mesmos tenham construido.  Este estado pode fácil levar à caos, a mistura de falta de escrúpulos e  estupidez já acabou com muitos. A economia é destruída, a força de compra do dinheiro é próxima de zero, a inteligência é castigada e os trabalhadores têm que logo  trabalhar só para a comida – escravos! 

Foram pronunciadas todas as belas palavras, foram sussurradas em nossos ouvidos: Paz, Negociação, Nações Unidas, Parlamento, Democracia, Ditadura do proletariado, Socialismo, a destruição do capitalismo, a abolição do militarismo, sim, todas as palavras deste genro. Nada disto se tornou verdade, não podia ser verdade, nunca pode ser verdade, o que entenderemos se investigamos com maior atenção o moral atrás todos esses slogans. Precisamos levantar a sabedoria como um médico com o maior cuidado descobre a condição do paciente , não podemos poupar esforços para determinar porque ocorrem os crises graves.
 

MAMONISMO
O veneno que corrói todos os povos do mundo, impedindo sua liberdade, a grave enfermidade que padece a humanidade e que a tudo invade, e chamado mamonismo:

Por mamonismo há de entender-se, por uma parte, o poder mundial do dinheiro, a potência financeira supra estatal reinante sobre o direito de autodeterminação dos povos, e, por outra parte, uma disposição do espírito que se tem apoderado de amplos círculos populares: a ânsia de lucro insaciável, uma concepção da vida orientada exclusivamente aos valores materiais, que já tem conduzido e continuará movimentar-se a uma alarmante caída de todas as normas morais.

O Mamonismo é, em sua essência mais profunda, a religião do tipo humano que está orientado puramente ao Samsara. Este veneno tem sido inventado demoniacamente, para enfermar a humanidade, para enredá-la no mais fundo do materialismo, para tomar posse do mais precioso que tem, a alma. Paralelamente com isso se tem desenvolvido a terrível, sem misericórdia, tirania do poder do dinheiro, para quem os homens não são senão escravos dos juros, só estão para trabalhar para pagar os juros eternos.

Este poder mundial que governa sobre os povos parte do grande engano dos juros e o poder mundial que tem se convertido em onipotente globalizado, pois já não existe povo algum que não vive a escravidão do pagamento dos juros, diminuindo assim todas suas possibilidades econômicas. É sumamente importante entender que o sistema de pagamentos de dívidas eternas, e a liberdade do dinheiro para autoalimentar-se mediante a usura, são os meios básicos de controle mundial. Em matéria política e social, desde o micro ao macro, absolutamente tudo está ligado de forma direta ou indireta a isso. Este sistema de dívida perpétua não é um acidente nem se encontra concatenado à atividade econômica, senão que se trata de um meio sumamente efetivo de controle mundial.
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